10 Clássicos Brasileiros pra começar a ler agora (do mais fácil ao mais desafiador)

Clássico brasileiro tem fama de ser difícil, cheio de linguagem antiga e páginas que não acabam nunca. Alguns são mesmo assim. Mas boa parte da lista que a escola te apresentou tem livros curtos, rápidos e bem mais acessíveis do que a reputação sugere.

Organizamos esta lista do mais fácil pro mais desafiador, pra você montar sua própria trilha sem se afogar logo de cara. Todos os títulos aqui já foram resenhados aqui no blog, então dá pra clicar e ler mais sobre cada um antes de decidir.

1. O Cortiço, de Aluísio Azevedo

Publicado em 1890, é um dos livros mais fáceis de entrar no clima logo nas primeiras páginas. Acompanha a vida de um cortiço no Rio de Janeiro, com brigas, paixões e disputas de poder num ritmo quase de novela. Ótima porta de entrada pro Naturalismo brasileiro.

2. Dom Casmurro, de Machado de Assis

A história de Bentinho e Capitu prende o leitor com uma pergunta que o livro nunca responde: ela traiu ou não? É um clássico, mas a curiosidade em torno do mistério carrega a leitura até o fim. Já resenhamos esse aqui no blog.

3. Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Com pouco mais de 170 páginas, é um dos clássicos mais curtos dessa lista. A linguagem enxuta de Graciliano Ramos torna a leitura rápida, mesmo com um tema pesado: a seca no sertão nordestino. Também já está resenhado aqui no blog.

4. Iracema, de José de Alencar

Um romance curto e poético sobre o encontro entre uma indígena e um colonizador português. A linguagem é mais rebuscada que a dos outros títulos desta lista, mas o tamanho reduzido compensa quem quer só experimentar o estilo romântico.

5. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Um morto narrando a própria vida com ironia e deboche. Os capítulos são curtos, muitos com só uma página, o que facilita bastante o ritmo de leitura. É uma ótima forma de conhecer Machado de Assis além de Dom Casmurro.

6. Capitães da Areia, de Jorge Amado

Acompanha um grupo de meninos de rua em Salvador, com uma narrativa envolvente e personagens bem marcados. É um dos clássicos brasileiros com ritmo mais parecido com o de um romance contemporâneo.

7. A Hora da Estrela, de Clarice Lispector

Curto, intenso e com uma narrativa que mistura a história de Macabéa com reflexões do próprio narrador sobre o ato de escrever. É desafiador em outro sentido: pede atenção, não paciência com páginas longas.

8. Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

Não é ficção, é o diário real de uma mulher negra que viveu numa favela de São Paulo nos anos 1950. A linguagem é direta e o impacto é imediato. Um dos relatos mais importantes já escritos sobre desigualdade no Brasil.

9. Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

Publicado em 2019, já é tratado como um clássico contemporâneo. Acompanha duas irmãs numa comunidade rural da Bahia e mistura crítica social com elementos de espiritualidade afro-brasileira. Prova que clássico não precisa ser só livro antigo.

10. Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa

Guardamos o mais desafiador pro final. A linguagem inventada por Guimarães Rosa exige mais do leitor, mas é considerada uma das maiores obras da literatura brasileira. Recomendado pra quando você já tiver pegado ritmo com os outros títulos desta lista.

Perguntas frequentes sobre clássicos brasileiros

Qual é o melhor clássico brasileiro pra começar?

O Cortiço costuma ser uma boa primeira escolha, por ter ritmo ágil e uma trama cheia de conflitos que prendem o leitor rápido.

Existe clássico brasileiro curto e fácil de ler?

Sim. Vidas Secas e Memórias Póstumas de Brás Cubas têm menos de 200 páginas e capítulos curtos, o que ajuda bastante no ritmo de leitura.

Grande Sertão: Veredas é difícil de ler?

É considerado um dos clássicos brasileiros mais desafiadores, por causa da linguagem inventada por Guimarães Rosa. Vale a pena ler outros clássicos antes de encarar esse.

Qual desses você já leu?

Conta aqui nos comentários quantos dessa lista você já riscou e qual vai ser o próximo. Aproveita também pra ler as resenhas completas de cada um aqui no blog.

Tenho 48 anos e sou apaixonado por literatura desde muito cedo. Os livros sempre ocuparam um espaço especial na minha vida, e boa parte do meu tempo livre é dedicada à leitura de romances a biografias, passando por ciência e desenvolvimento pessoal, meus interesses de leitura são bastante variados. Sou o criador do Depois da Capa, um blog onde compartilho resenhas sinceras e sem spoilers desnecessários sobre livros dos mais diversos gêneros. Acredito que uma boa história não termina na última página: ela continua depois da capa, nas conversas, nas reflexões e nas escolhas de leitura que vêm em seguida. É essa ideia que guia meu trabalho ajudar outras pessoas a escolherem a próxima leitura com mais confiança. Além do blog, também levo o Depois da Capa para o YouTube, Facebook e Instagram, onde interajo com a comunidade de leitores, recebo sugestões de livros e compartilho um pouco mais do universo literário que me move.

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